
Pesquisadores da Universidade de Cornell, Harvard e Universidade do Arizona revelaram que fortes laços sociais podem retardar o envelhecimento biológico e diminuir a inflamação no corpo. Os resultados de seu trabalho foram publicados na revista Brain, Behavior, & Immunity – Health (BB&IH).
O estudo utilizou dados de mais de duas mil pessoas adultas participantes do projeto de longo prazo MIDUS (Midlife in the United States). Os cientistas introduziram o conceito de «vantagem social cumulativa» (CSA), que engloba laços familiares sólidos, apoio emocional, participação em comunidades religiosas e interação social ativa.
Foi constatado que, em indivíduos com alto nível de CSA, os relógios epigenéticos, biomarcadores que determinam o ritmo de envelhecimento do organismo, apresentavam um ritmo mais lento. Além disso, esses participantes tinham níveis mais baixos de interleucina-6, uma proteína associada à inflamação crônica e ao envelhecimento acelerado.
Curiosamente, não foi encontrada uma ligação significativa entre o CSA e os hormônios do estresse – cortisol, cortisona e catecolaminas. Isso sugere que a principal via de influência dos fatores sociais no envelhecimento está relacionada aos processos inflamatórios e à epigenética.
Os autores ressaltam que a manutenção de contatos sociais não é apenas um suporte psicológico, mas também um recurso fisiológico vital para o organismo. Os resultados da pesquisa confirmam: as conexões sociais estão literalmente `embutidas` nos mecanismos biológicos da saúde e podem ajudar a desacelerar o envelhecimento e prolongar uma vida ativa.
Anteriormente, cientistas descobriram que filhos de homens que começaram a fumar na adolescência envelhecem biologicamente mais rápido.
