Cientistas americanos realizaram um estudo abrangente, analisando dados de 66.000 regiões dos EUA, e concluíram que morar perto do mar pode estender significativamente a expectativa de vida. Contudo, essa vantagem não se aplica a quem reside próximo a rios ou lagos.
A pesquisa considerou diversos fatores, como clima, renda da população, acesso a transporte, qualidade do ar e nível de urbanização. Os resultados demonstraram que viver perto do oceano ou de uma baía está associado a uma maior longevidade, com pessoas em áreas costeiras vivendo, em média, um ano a mais do que aquelas no interior do continente.
Em contrapartida, a vida nas proximidades de corpos d`água interiores, especialmente em contextos urbanos, mostrou-se correlacionada com uma menor expectativa de vida. Essa diferença é atribuída a uma combinação de fatores ecológicos e sociais. Regiões costeiras frequentemente se beneficiam de um clima ameno, ar mais puro, abundância de espaços para lazer e, geralmente, um nível socioeconômico mais elevado. Já as áreas urbanas situadas junto a lagos e rios podem enfrentar problemas como poluição, superpopulação e desigualdade social.
Os autores do estudo enfatizam que, no planejamento urbano, é fundamental considerar não apenas a presença de recursos naturais, mas também como eles se integram ao ambiente social e ecológico. A simples proximidade com a água não garante benefícios; o contexto é crucial.
