Cientistas da Universidade de Massachusetts em Amherst (EUA), em uma coluna para a revista The Conversation, destacaram que os filtros de cigarro não apenas não reduzem os danos do tabagismo, mas também exercem um impacto negativo significativo no meio ambiente. Eles foram considerados inúteis para a saúde, mas extremamente prejudiciais para a ecologia.
Jonathan Livingston-Banks e Jamie Hartmann-Boyce observaram que os filtros de cigarro se popularizaram na década de 1950. No entanto, mais de 70 anos depois, tornou-se evidente que eles não diminuem os riscos do tabagismo e, em alguns casos, podem até agravá-los.
Os filtros criam uma falsa sensação de segurança, como se protegessem dos componentes nocivos da fumaça do tabaco. Além disso, cigarros sem filtro geralmente parecem mais ásperos e menos agradáveis para os fumantes. Os especialistas acreditam que a proibição dos filtros de cigarro pode dissipar essa ilusão de segurança e ajudar a reduzir a popularidade do hábito, além de abordar o problema da poluição ambiental considerável causada pelos filtros.
Livingston-Banks e Hartmann-Boyce explicaram que os filtros são feitos de acetato de celulose, um tipo de plástico que não se decompõe nem se desintegra em microplástico. Paradoxalmente, ao contrário da maioria dos produtos plásticos, os filtros de cigarro não oferecem nenhum benefício.
Os cientistas concluem que, embora a proibição dos filtros não acabe com o tabagismo ou a poluição plástica da noite para o dia, seria um passo significativo e simbólico na direção certa.
Anteriormente, pesquisadores chineses descobriram que o tabaco pode ter efeitos diferentes na saúde, dependendo do diagnóstico. Por exemplo, o tabagismo pode reduzir a inflamação na colite ulcerosa.
