O Sol Atinge Picos de Atividade Rara, Repetindo Recorde de Erupções em Dois Meses

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Atividade de erupção solar em 26 de agosto de 2025

Atividade de erupção solar em 26 de agosto de 2025. © Foto: Laboratório de Astronomia Solar (XRAS)/Telegram

O Laboratório de Astronomia Solar do Instituto de Pesquisa Espacial (IKI) da Academia Russa de Ciências relatou uma série contínua de intensas erupções solares de classe M. Esta é a primeira vez em dois meses que uma atividade de tal magnitude é observada, sinalizando um notável aumento na dinâmica solar.

Conforme comunicado divulgado no canal Telegram do Laboratório, uma nova e potente erupção, classificada como M4.52 na escala de raios-X, foi detectada às 08:25, horário de Moscou. Um evento anterior, igualmente significativo, de M4.56, ocorreu no dia anterior, por volta das 08:24, marcando a erupção mais forte desde 20 de junho do ano corrente.

Cientistas confirmam que o Sol superou seu próprio recorde de atividade eruptiva em um período de dois meses. Além disso, há uma forte probabilidade de que a estrela experimente eventos ainda mais poderosos em breve, com expectativas de que a atividade possa atingir o nível X superior devido ao aumento substancial durante a noite.

Os especialistas também informaram que, nas últimas 24 horas, os centros solares ativos se deslocaram aproximadamente 15 graus em direção à Terra. Atualmente, alguns desses centros estão a 50 graus da linha direta Sol-Terra. Embora essa posição seja considerada relativamente segura, a margem de segurança diminuiu, o que pode levar a revisões nas previsões globais de tempestades magnéticas.

A grande incógnita permanece sobre o volume das reservas de energia disponíveis para essas erupções. Os processos ativos em curso tiveram início há cerca de cinco dias, quando os grupos de manchas solares que agora se aproximam da Terra ainda estavam no lado oposto do Sol. Apesar de cinco dias de explosões ininterruptas que deveriam ter consumido vastas quantidades de energia, o Laboratório destaca que ainda não há indícios de uma desaceleração na atividade.

A terça-feira foi identificada pelos cientistas como um dia decisivo. Se a atividade eruptiva diminuir durante este período, o Sol poderá estabilizar-se até meados da semana, quando os grupos de manchas solares estiverem em sua máxima proximidade com a Terra. Contudo, se a intensidade persistir, impactos na Terra, a partir de quarta-feira ou quinta-feira, tornam-se quase inevitáveis.

Adicionalmente, dados fornecidos pelo site do Laboratório revelam que outra erupção de classe M3.3 foi registrada às 03:22, horário de Moscou. No mesmo dia, terça-feira, sete outras erupções de classe C, de menor intensidade, também foram observadas no Sol.