OMM: Fenômeno La Niña Provável no Pacífico Equatorial até o Fim de 2025

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A Organização Meteorológica Mundial (OMM) anunciou uma projeção significativa: há uma probabilidade de 60% de ocorrência do fenômeno La Niña na região equatorial do Oceano Pacífico entre os meses de outubro e dezembro. Este evento climático natural é conhecido por provocar uma notável diminuição na temperatura da superfície da água do mar.

Detalhando as últimas avaliações dos Centros Globais da OMM para Previsões Sazonais, a organização indicou que a chance de as temperaturas da superfície do mar no Pacífico equatorial caírem para os níveis associados ao La Niña é de 55% no período de setembro a novembro. Essa probabilidade, então, se eleva para 60% para o trimestre de outubro a dezembro de 2025.

A OMM também esclareceu que, desde março de 2025, a região equatorial do Pacífico tem experimentado condições climáticas neutras, o que significa que não houve a influência dominante nem do El Niño nem do La Niña, e as anomalias de temperatura da superfície do mar mantiveram-se próximas dos valores médios históricos.

A Secretária-Geral da OMM, Celeste Saulo, enfatizou a importância dessas projeções. “As previsões sazonais do El Niño e La Niña, bem como seus impactos no nosso clima, são uma ferramenta vital para a coleta de informações climáticas. Elas permitem economizar milhões de dólares em setores chave como agricultura, energia, saúde e transporte, e já salvaram milhares de vidas quando utilizadas para preparação e resposta”, declarou Saulo.

Os fenômenos La Niña e El Niño exercem uma influência profunda sobre os padrões climáticos em praticamente todo o globo. A dinâmica de alternância entre essas fases das correntes oceânicas é crucial: durante o La Niña, ocorre uma intensa absorção de calor da atmosfera pelo oceano, enquanto no El Niño, o calor é liberado do oceano para a atmosfera, resultando em elevações anômalas de temperatura.

O último episódio de El Niño estendeu-se de maio de 2023 até abril de 2024, culminando em uma transição para a fase neutra. Contudo, seus efeitos persistentes continuaram a impactar as temperaturas globais, fazendo de 2024 o ano mais quente já registrado no planeta, superando o recorde anterior estabelecido em 2023.

Genebra, 2 de setembro de 2025