Uma pesquisa recente identificou um risco subestimado associado à atividade sexual infrequente. Além de ser um possível indicativo de problemas de saúde, uma vida sexual rara pode, na verdade, agravá-los. Um novo estudo demonstrou que a combinação de baixa frequência sexual (definida como menos de 12 vezes por ano), acúmulo de gordura na região abdominal (obesidade de cintura) e depressão eleva significativamente o risco de morte prematura.
Os cientistas analisaram dados de quase cinco mil indivíduos para chegar a essa conclusão. Os resultados foram detalhados na revista Journal of Affective Disorders.
O estudo destacou a força preditiva do Índice de Forma Corporal Aporcional (ABSI), uma medida da obesidade abdominal. Isoladamente, o ABSI aumentou o risco de morte em 87%, enquanto a depressão por si só elevou o risco em 86%. Contudo, a união desses fatores na ausência de atividade sexual intensificou o perigo, elevando o risco de mortalidade em quase quatro vezes, um efeito particularmente pronunciado entre os homens.
Um modelo preditivo que considerou o ABSI, o nível de depressão, a raridade das relações sexuais e outros fatores associados demonstrou alta precisão (77-78%) em prever a sobrevivência ao longo de dez anos. Curiosamente, mulheres que apresentavam essa combinação de características exibiram taxas de sobrevivência mais elevadas do que homens.
Os autores da pesquisa salientam que uma vida sexual ativa e regular pode servir como um indicador de bem-estar físico e psicoemocional geral. Por outro lado, sua ausência pode ser um sinal importante para dedicar mais atenção à própria saúde.
Em uma descoberta relacionada, pesquisas anteriores já haviam demonstrado os benefícios da atividade sexual, seja solo ou com parceiro, no período noturno. O orgasmo, nesse contexto, mostrou-se eficaz em promover relaxamento, diminuir o estresse e facilitar um sono mais rápido.
