
Uma equipe internacional de pesquisadores do Canadá e da China alcançou um marco na medicina, realizando o primeiro transplante renal em um paciente após modificar o tipo sanguíneo do órgão de A para o universal O. Os detalhes desta inovadora pesquisa foram publicados na prestigiada revista científica Nature.
Para tornar o órgão compatível com qualquer receptor, os cientistas empregaram uma enzima especial que remove eficazmente os antígenos do tipo A da superfície das células. Graças a essa modificação, o rim doador foi transformado em um órgão “universal”, capaz de prevenir a rejeição imunológica. O órgão modificado foi transplantado para um homem de 68 anos em estado de morte cerebral em um hospital em Chongqing. O rim permaneceu funcional, produzindo urina por seis dias, embora os primeiros sinais de rejeição tenham aparecido no segundo dia.
Este experimento representa um passo significativo em direção a uma nova era na transplantologia. Atualmente, o transplante de órgãos exige uma correspondência rigorosa dos tipos sanguíneos para evitar a rejeição. O sucesso desta tecnologia em pacientes vivos poderia simplificar drasticamente o processo de transplante e reduzir significativamente as listas de espera por órgãos doadores.
Especialistas destacam que o próximo objetivo dos pesquisadores é aprimorar o método de tratamento enzimático para prolongar a vida útil dos órgãos transplantados e conduzir ensaios clínicos abrangentes em receptores vivos.
Anteriormente, também na China, foi realizado o primeiro transplante de pulmão geneticamente modificado de porco para humano, que funcionou por nove dias sem sinais de rejeição imediata, evidenciando o ritmo acelerado das inovações na área de transplantes.
