A banda Queen afirma que não tem planos de encerrar a carreira, apesar dos persistentes ceticismos e das datas marcantes relacionadas à história do grupo e à memória de Freddie Mercury.

Trinta anos se passaram desde o lançamento do último álbum do Queen, “Made in Heaven” (1995), e meio século desde o icônico “Bohemian Rhapsody”. Aproxima-se a triste marca de 35 anos da morte de Freddie Mercury, o principal símbolo da banda. Poderia parecer lógico que a história chegasse ao fim, mas o Queen continua sua jornada. O guitarrista Brian May e o baterista Roger Taylor, junto com o vocalista Adam Lambert, que se juntou à banda em 2011, afirmaram que o grupo não tem planos de encerrar a carreira.
Apesar do ceticismo persistente dos “freddystas”, que acreditam que sem Mercury “não existe Queen de verdade”, Roger Taylor declarou categoricamente: “Não haverá turnês de despedida.” Ele ironizou que a história está repleta de “turnês finais” após as quais os artistas invariavelmente retornavam, e o Queen pretende seguir em frente sem tais formalidades.
Embora a grandiosa “Rhapsody Tour” tenha chegado ao fim em Tóquio em 2024, levando muitos a pensar no encerramento, os músicos já estão fazendo novos planos. Brian May revelou que a banda, com Lambert, até tentou gravar material novo para se distanciar das comparações diretas com Freddie. No entanto, nenhuma das ideias até agora atingiu o nível que corresponderia ao legado do Queen. Novas músicas são possíveis, mas somente se forem realmente significativas.
Os artistas até sugeriram um possível show na ultramoderna arena Sphere em Las Vegas, inaugurada em 2023, que já recebeu gigantes como U2 e Eagles. May, inspirado pelo concerto do Eagles, acredita que as possibilidades visuais da Sphere podem revelar o potencial do Queen em uma nova escala, e confirmou que as negociações já estão em andamento.
As conversas sobre novas músicas do Queen circulam há anos. May e Taylor sempre admitiram a possibilidade de novas gravações se houvesse “material forte o suficiente”. Adam Lambert reconhece a imensa responsabilidade: “O público não espera apenas músicas, mas obras dignas do nome Queen.”
O último álbum de estúdio, “Made in Heaven” (1995), foi uma homenagem a Freddie Mercury, compilado a partir de suas gravações inéditas. Desde então, o Queen tem se apresentado em formato de concerto, evitando lançamentos de estúdio oficiais. Quase 30 anos depois, May, Taylor e Lambert continuam buscando “um equilíbrio entre o respeito pela história e o desejo de seguir em frente”.
O futuro revelará o que esses planos promissores, mas ambiciosos, trarão.
