Realidade Virtual e Interação Social: Uma Nova Abordagem para Aumentar o Limiar da Dor

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Foto: Freepik

Uma pesquisa inovadora da Universidade de Cornell revelou que a interação social em ambientes de realidade virtual (RV) pode aumentar significativamente a tolerância à dor, abrindo novas e promissoras vias para o tratamento e gestão da dor.

O estudo, publicado na prestigiada revista *Pain Medicine*, investigou a capacidade da RV de modular a percepção da dor. Para isso, envolveu 70 estudantes universitários em um experimento controlado. Os participantes foram instruídos a manter a mão sobre um dispositivo de aquecimento até que a sensação de calor se tornasse insuportável. Este teste de tolerância à dor foi conduzido em quatro cenários distintos:

  • Interação social com um amigo ou parente dentro de um ambiente de realidade virtual.
  • Conversa com um amigo ou parente por meio de uma videochamada tradicional.
  • Interação com um desconhecido também dentro da realidade virtual.
  • Permanência em um ambiente de realidade virtual, mas sem interação social.

Os resultados foram claros: a maior tolerância à dor foi observada quando os participantes estavam engajados em interações sociais dentro da realidade virtual, independentemente de estarem interagindo com pessoas conhecidas ou estranhos. Este achado crucial sugere que a combinação do efeito imersivo proporcionado pela RV com o engajamento social é mais eficaz na redução da percepção da dor do que uma simples videochamada ou a experiência solitária em RV.

Os autores da pesquisa enfatizam o vasto potencial desses descobertas para o desenvolvimento de inovadores métodos de alívio da dor em ambientes clínicos. A realidade virtual, ao criar não apenas uma distração para o paciente, mas também um importante senso de presença e apoio social, estabelece-se como uma ferramenta extremamente promissora na medicina moderna.

Corroborando a ideia de resiliência neural, estudos anteriores já haviam indicado que atividades que envolvem treinamento motor regular, como tocar instrumentos musicais, podem fortalecer o cérebro, tornando-o mais resistente à dor.