
Um estudo científico em larga escala, envolvendo mais de 400 mil residentes do Reino Unido e da Austrália, revelou um padrão interessante: indivíduos que se abstêm de relações sexuais tendem a alcançar níveis educacionais mais elevados, raramente enfrentam problemas de abuso de álcool e tabaco, e geralmente adotam um estilo de vida mais saudável. Os resultados deste trabalho foram publicados na prestigiada revista científica PNAS.
Os pesquisadores sugerem que estas características podem ser parcialmente explicadas por fatores hereditários: fatores genéticos influenciam a probabilidade de ausência de experiência sexual em aproximadamente 15 por cento. Para os homens, esta correlação está frequentemente associada a certas particularidades físicas e condições demográficas, como a escassez de mulheres na população de uma determinada região.
Embora os participantes sem experiência sexual frequentemente relatassem sentimentos de solidão e uma menor satisfação geral com a vida, este trabalho também revelou uma série de correlações positivas inesperadas: um alto nível de escolaridade, menor propensão ao uso de substâncias psicoativas e hábitos comportamentais mais saudáveis.
Os autores do estudo enfatizam que as conexões identificadas são de natureza correlacional, e não de causa e efeito direto. No entanto, os dados obtidos estimulam a reflexão sobre o papel potencial da abstenção sexual na formação de um estilo de vida mais disciplinado e saudável em certos contextos.
Vale ressaltar que trabalhos científicos anteriores já haviam demonstrado uma redução significativa na atividade sexual na sociedade. Enquanto nos anos 1990 mais da metade da população adulta mantinha relações sexuais pelo menos uma vez por semana, atualmente este índice diminuiu para 37 por cento.
