
Especialistas da Universidade Técnica Estadual do Don (DSTU) desenvolveram e construíram um inovador robô companheiro de mesa, batizado de “Barabashka”. Este dispositivo visa estabelecer contato visual, facilitar diálogos e fomentar relações de confiança. A principal ideia por trás do “Barabashka” é oferecer aos usuários uma plataforma para expressar seus sentimentos e, em momentos de necessidade crítica, prepará-los para buscar apoio profissional.
Segundo a DSTU, muitas pessoas tendem a adiar a procura por psicólogos ou psicoterapeutas, preferindo reprimir suas emoções e pensamentos negativos. Essa tendência, quando prolongada, pode levar ao acúmulo de problemas não resolvidos, resultando em sofrimento mais intenso e estados depressivos.

Os engenheiros da DSTU projetaram o “Barabashka” para ajudar as pessoas a superar desafios cotidianos. Maria Buga, graduada pelo Instituto de Tecnologias Avançadas “School X” da DSTU e uma das desenvolvedoras, explica que o robô se diferencia dos chatbots tradicionais por conseguir manter um diálogo humano e prolongado.
Apesar de sua funcionalidade avançada, Maria Buga enfatiza que o “Barabashka” não foi criado para substituir a assistência médica completa. Contudo, ele serve como um recurso valioso para compartilhar preocupações e identificar as origens da instabilidade emocional.
“Na comunicação textual, as pessoas frequentemente disfarçam suas verdadeiras emoções e investem muita energia na formulação de respostas. A limitação ao texto impede uma análise precisa do estado psicológico do usuário,” explicou a pesquisadora. Isso destaca a vantagem do “Barabashka” em oferecer uma interação mais autêntica.
Um diferencial importante do “Barabashka” em relação aos “psicólogos de chat” por telefone é sua capacidade de reconhecer o usuário. Maria Buga salienta que o reconhecimento ocorre não apenas pelo estilo de comunicação, mas também pela aparência, assegurando a proteção e privacidade dos dados do usuário.
“Nosso robô companheiro foi projetado para oferecer suporte individualizado, acessível e diário,” detalhou a desenvolvedora. Ele incorpora metodologias da terapia cognitivo-comportamental, focando na resolução de problemas específicos compartilhados pelo usuário.

O treinamento do “Barabashka” incluiu o uso de materiais didáticos para estudantes e vasta literatura científica na área da psicologia. O robô também possui um mecanismo para identificar “palavras de alerta” ou tópicos críticos. Ao detectá-los, o “Barabashka” encerra o diálogo e recomenda que o usuário procure um especialista. Este recurso é vital para proteger a pessoa e evitar que o modelo de linguagem do robô seja “treinado excessivamente” em temas potencialmente perigosos.
O “Barabashka” foi oficialmente apresentado em Rostov-no-Don, durante o fórum “Engenheiros Resolvem”. Os desenvolvedores planejam agora realizar testes extensivos com potenciais usuários para aprimorar ainda mais o robô.
De acordo com algumas estimativas, cerca de um em cada dez cidadãos na Rússia enfrenta estados de depressão profunda, frequentemente impulsionados por desafios financeiros, familiares, profissionais ou pela solidão prolongada. O “Barabashka” surge como uma ferramenta promissora para abordar essas questões, oferecendo um primeiro ponto de contato e suporte emocional.
