O voo do satélite de pesquisa `Bion-M` nº 2, que transporta 75 camundongos e 1,5 mil moscas, está ocorrendo conforme o planejado, informou a Roscosmos na quinta-feira.
De acordo com um comunicado da corporação espacial em seu canal do Telegram, todos os organismos vivos se adaptaram com sucesso às condições espaciais, e o funcionamento da aeronave está ocorrendo sem interrupções.
Vale lembrar que o lançamento deste satélite único foi resultado de uma colaboração entre especialistas da Roscosmos, da Academia Russa de Ciências e do Instituto de Problemas Biomédicos (IMBP RAS), e a operação foi realizada pelo Centro Espacial de Foguetes `Progress`.
É particularmente notável que o `Bion-M` nº 2 é a primeira aeronave desse tipo a ser colocada em uma órbita síncrona com o sol, com uma alta inclinação de cerca de 97 graus, representando um marco importante para a pesquisa espacial.
A Roscosmos expressou confiança de que todos os experimentos científicos planejados a bordo do satélite fornecerão dados inestimáveis, contribuindo significativamente para o futuro avanço da exploração espacial humana.
O biossatélite `Bion-M` nº 2 foi lançado em 20 de agosto do cosmódromo de Baikonur usando o foguete `Soyuz-2.1b`.
Além dos 75 camundongos e 1,5 mil moscas-da-fruta, o satélite também transporta amostras de plantas medicinais, sementes, algas, vários microrganismos e células-tronco animais e humanas.
A missão do satélite está prevista para durar 30 dias. Ele operará em uma órbita de alta latitude a uma altitude de 370-380 quilômetros. Essa órbita é caracterizada por níveis mais elevados de radiação cósmica e diferentes condições geomagnéticas em comparação com as órbitas tradicionais com inclinação de 50-60 graus, tornando a pesquisa particularmente valiosa para entender os efeitos do espaço na biologia.
