Donald Trump, então presidente dos Estados Unidos, garantiu na quarta-feira (10) que haveria “grande segurança” para os navios petroleiros que transitam pelo estratégico Estreito de Ormuz. Essa declaração veio em um contexto onde o Irã intensificava sua presença na via marítima, em meio a tensões com forças americanas e israelenses.
Questionado por jornalistas na Casa Branca sobre as medidas para proteger Ormuz, Trump afirmou: “Creio que a segurança será notável e implementada com extrema rapidez.”
Na terça-feira à noite, a CNN, emissora americana, noticiou que o Irã havia começado a implantar minas no estreito. Contudo, o presidente Trump declarou que as forças armadas dos EUA conseguiram remover “praticamente” todas elas em apenas “uma noite”.
Naquele momento, que marcava o décimo segundo dia do conflito no Oriente Médio, três embarcações já haviam sido alvo de ataques no Estreito de Ormuz e no Golfo Pérsico. A Guarda Revolucionária Iraniana havia declarado abertamente que navios pertencentes a Israel, aos EUA e seus aliados seriam considerados “alvos legítimos”.
Ao ser inquirido sobre qual seria a estratégia dos EUA para finalizar a operação militar no Irã, Trump foi conciso: “Mais do mesmo.”
Trump comentou sobre a situação iraniana: “Aguardaremos o desfecho. Pelo que vemos, eles já perderam sua Marinha, sua Força Aérea. Estão sem equipamentos antiaéreos, sem radar. Seus líderes foram eliminados, e nossa capacidade de causar danos é muito maior.”
O então presidente republicano ressaltou que as forças americanas teriam a capacidade de devastar a infraestrutura iraniana “em apenas uma hora”, se assim desejassem. “Há elementos que estamos poupando; se decidirmos eliminá-los – e poderíamos fazê-lo ainda hoje, em uma única hora – eles jamais conseguiriam reerguer a nação”, explicou.
Um jornalista ainda tentou questionar Trump sobre a possível nomeação de Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá Ali Khamenei, como o novo líder supremo do Irã, mas o presidente optou por não emitir comentários sobre o tema.
