Pesquisas conduzidas por cientistas da Universidade de Aalborg e da Universidade de Heidelberg, publicadas na revista PAIN, revelaram que o treinamento motor regular, como a prática musical, pode proteger o cérebro e o corpo dos efeitos da dor crônica.
Durante o experimento, os pesquisadores examinaram as reações cerebrais de músicos e indivíduos sem formação musical à dor prolongada artificialmente induzida nos músculos do braço. Para isso, os participantes receberam um fator especial que provocou desconforto por vários dias, e a atividade das conexões corticomotoras cerebrais, responsáveis pela motricidade, foi monitorada usando estimulação magnética transcraniana.
Os resultados indicaram que nos músicos a dor causava significativamente menos perturbações no córtex motor cerebral e era percebida com menor intensidade em comparação com o grupo de controle. Os autores do estudo atribuem isso à plasticidade cerebral desenvolvida ao longo de anos de treinamento, o que torna o sistema nervoso mais resistente à dor e ao estresse.
Na opinião dos pesquisadores, essas descobertas abrem novos horizontes para o desenvolvimento de programas de reabilitação eficazes. Movimentos repetitivos e treinamento motor podem potencialmente reduzir a intensidade da dor crônica e auxiliar na recuperação mais rápida das funções motoras.
Anteriormente, também foi demonstrado que músicas alegres e suaves podem aliviar os sintomas de enjoo de movimento, enquanto músicas tristes quase não produzem esse efeito.
