Uma equipe de pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Geórgia revelou que a vitamina C, administrada em doses elevadas, tem a capacidade de inibir o crescimento de células cancerosas, sem afetar significativamente as células saudáveis. Este estudo foi publicado na conceituada revista Cancers.
A avaliação da viabilidade celular é frequentemente realizada por meio de ensaios como MTT/MTS, que utilizam um corante que altera a sua coloração em resposta à atividade metabólica das células. Contudo, a vitamina C interage diretamente com esses corantes, podendo gerar resultados enganosos e superestimar a vitalidade celular. Para contornar essa questão, os cientistas optaram por um método diferente, o PI/Triton X-100, que emprega o iodeto de propídio, um corante capaz de penetrar e se ligar ao DNA apenas de células que já morreram.
Com essa abordagem, foi possível demonstrar de forma inequívoca que as células tumorais realmente sucumbem à ação da vitamina C, especialmente as que apresentam dependência de receptores hormonais. Em contraste, as células saudáveis demonstraram notável resistência, mesmo quando expostas a concentrações elevadas do nutriente.
Os pesquisadores ressaltam a importância de notar que estes resultados são provenientes de experimentos `in vitro` (em laboratório). No futuro, a vitamina C poderá vir a ser um complemento valioso aos tratamentos oncológicos convencionais, desde que haja uma rigorosa seleção de dosagens e a implementação de métodos de controle confiáveis.
Anteriormente, outras pesquisas já haviam indicado que a vitamina C também pode contribuir para o espessamento da epiderme, estimulando a divisão das células da pele através de mecanismos epigenéticos.
