Ex-Membros do The Police Reiniciam Disputa Financeira com Sting

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Antigos integrantes do The Police retomam as ações judiciais contra Sting

Mais um capítulo na eterna saga do showbiz, onde a “magia da música”, que inspira milhões, se transforma em acaloradas disputas entre seus criadores por cachês, royalties e lucros “não recebidos”. É um lembrete de que a “alta arte” para seus criadores continua sendo um produto, e ao criá-lo, eles pensam não apenas no belo, mas também em como vendê-lo da forma mais lucrativa. Quando há vários criadores, escândalos financeiros frequentemente surgem, como aconteceu novamente com Sting e seus ex-companheiros da icônica banda The Police.

Antigos integrantes do The Police retomam as ações judiciais contra Sting
© IMAGO/ www.imago-images.de/ Global Look Press

Entre as substâncias musicais conhecidas que ostentam o rótulo de “cult”, talvez apenas o ABBA sueco tenha conseguido evitar disputas financeiras públicas, aparentemente resolvendo tudo de forma discreta. No entanto, para outra banda cult da “era de ouro do pop-rock” dos anos 70 e 80, The Police, os conflitos internos por dinheiro já eclodiram com uma energia que rivalizava com seus maiores sucessos, e agora estão novamente no centro das atenções — desta vez no Tribunal Superior de Londres.

O ex-vocalista e principal compositor do The Police, Sting, tornou-se réu em um caso iniciado pelo guitarrista Andy Summers e pelo baterista Stewart Copeland. Os músicos “de repente” descobriram que, ao longo de muitos anos, receberam “pagamentos insuficientes”. O “esclarecimento” tardio, no entanto, não impediu que o tribunal aceitasse sua ação.

O principal ponto de tensão desta vez é o hit de 1983… Every Breath You Take. A composição foi escrita exclusivamente por Sting e continua sendo um dos singles mais lucrativos do repertório do The Police. De acordo com especialistas financeiros, o cantor recebe mais de meio milhão de libras esterlinas anualmente com esta música. Os “iluminados” Summers e Copeland agora insistem que lhes são devidos pagamentos adicionais pelos “serviços de arranjadores”, especialmente em relação à distribuição digital do catálogo da banda.

Os advogados de Sting, que, deve-se dizer, também não é dado a esbanjar dinheiro, por sua vez, declararam que a ação representa uma “tentativa ilegal de revisar acordos previamente alcançados”. Segundo eles, Sting já “pagou significativamente a mais” aos seus colegas no âmbito do acordo de 2016, quando os músicos também tiveram uma forte discussão sobre o licenciamento das músicas do The Police para cinema e televisão.

Vale ressaltar que as origens do conflito financeiro remontam a 1977, quando, no início de sua fama, o trio concordou que Sting pagaria a Summers e Copeland uma porcentagem de suas composições para “reduzir a tensão dentro do grupo”. Anos, décadas, e até milênios se passaram, e os antigos acordos verbais entre os colegas se transformaram em objeto de acirradas disputas e processos judiciais.

The Police cessou suas atividades em meados dos anos 1980, mas ocasionalmente “se reunia” para apresentações, incluindo uma turnê massiva em 2007-2008. A “reunião” atual não acontece no palco, mas nos tribunais, e o resultado será conhecido mais tarde.