Museu Pushkin Apresenta Bastão Mágico Egípcio Único

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Primeira exposição de uma série de mostras de uma única obra abre no Museu Estatal Pushkin de Belas Artes.

Com uma coleção vasta e em constante crescimento, o Museu Pushkin de Belas Artes enfrenta o desafio de exibir todos os seus tesouros. Para dar a conhecer obras únicas que nem sempre fazem parte da exposição permanente, o museu lançou um projeto especial intitulado «Novas Obras-Primas do Pushkin: Exposição de uma Única Peça». Esta série de mini-exposições apresentará um total de cinco objetos notáveis. O primeiro a ser revelado é um antigo bastão mágico egípcio. Para aqueles que possam temer uma “varinha mágica”, vale ressaltar que ele está quebrado e provavelmente perdeu qualquer poder sobrenatural que pudesse ter. Não há necessidade de receio, mas há muito para admirar.

O primeiro artigo da série de exposições de uma única obra abriu no Museu Estatal Pushkin de Belas Artes.
Bastão mágico egípcio antigo.
Foto: Natalia Gubernatorova

Exposições dedicadas a uma única obra não são novidade, mas continuam eficazes. Um exemplo histórico na pintura russa foi a famosa “Noite de Lua sobre o Dnieper”, de Kuindzhi, que em 1880 foi exibida sozinha numa sala em São Petersburgo, atraindo multidões que faziam fila para ver a tela que parecia brilhar de dentro para fora.

O Museu Pushkin optou por organizar uma série de cinco exposições de peça única, cada uma com duração de duas semanas. Esta iniciativa visa apresentar aos visitantes obras-primas recém-adquiridas ou menos exibidas. A série “Novas Obras-Primas do Pushkin” permite destacar objetos de particular importância e, ao mesmo tempo, encorajar os visitantes a explorar os salões da exposição permanente para contextualizar e aprofundar o conhecimento sobre as peças apresentadas. O primeiro destaque é, claro, o bastão.

A primeira mini-exposição é dedicada a um bastão mágico egípcio antigo do Reino Médio (séculos XXI-XVIII a.C.). Existem menos de dez artefactos semelhantes em todo o mundo. O bastão é feito de osso de hipopótamo, um dos animais mais temidos e perigosos do Vale do Nilo. Por isso, amuletos, talismãs e bastões rituais feitos do canino do hipopótamo eram considerados possuidores de poder mágico e curativo especiais. A coleção do Pushkin já contava com um bastão semelhante, mas este novo exemplar é diferente; o antigo tem uma gravação, enquanto o novo apresenta um relevo. O principal objetivo destes bastões era proteger a alma do egípcio. A mística e a medicina no Antigo Egito estavam intimamente ligadas. Por um lado, o bastão era um auxiliar valioso nos assuntos espirituais. Acreditava-se que uma pessoa em estado de transição – a dormir, ao nascer, ou durante uma doença – estava particularmente vulnerável. Era útil até para os mortos, pois os egípcios acreditavam que facilitava a difícil jornada para o além. Mas também na vida quotidiana o objeto mágico era indispensável, protegendo contra insetos venenosos e garantindo um sono tranquilo.

O bastão deve ser observado da esquerda para a direita, onde geralmente se representa uma “procissão” de criaturas fantásticas. Identificar todos os personagens no relevo milenar pode ser difícil, exigindo um olhar atento. Mas há pistas sobre quem é quem, incluindo a deusa Heket com cabeça de rã (protetora das parturientes), uma criatura com corpo de leopardo e cabeça de burro, e outras figuras, totalizando 11 representações.

O museu sugere que os visitantes não se limitem a admirar apenas este artefato, mas que sigam para os salões egípcios. Lá, poderão refrescar os seus conhecimentos sobre a cultura do Antigo Egito e familiarizar-se em detalhe com os seus rituais mágicos e o panteão de deuses.

Autor: Marina Chechushkova