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Ex-líder da PlayStation opina sobre o fim dos jogos em disco

31 августа 2026 г.Carlos Mendoza2 мин

A decisão da PlayStation de encerrar a produção de jogos em disco continua gerando debates. Poucas semanas após a Sony confirmar sua intenção de descontinuar o formato físico, novas declarações de um antigo executivo sugerem que nem mesmo os membros de alto escalão estavam totalmente cientes do que estava sendo planejado. Apesar dos protestos e petições de um grupo de jogadores, os jogos em disco deixarão de existir a partir de 2028.

Shuhei Yoshida, ex-presidente da Sony Interactive Entertainment, revelou em entrevista que não tinha conhecimento de que a Sony encerraria os jogos em disco. O executivo, que contribuiu para a criação do primeiro console PlayStation, retirou-se da empresa no início de 2025 e tem compartilhado reflexões sobre seu tempo na Sony. Yoshida apontou que esta medida não representa um grande problema para a maioria dos usuários, uma vez que quase todos os jogos necessitam de atualizações.

“Mesmo com jogos em disco físico, na maioria dos casos, os desenvolvedores estão constantemente atualizando e adicionando dados ao jogo”, afirmou o executivo. “Qualquer um que decida comprar uma versão física terá que baixar novos patches, DLCs ou atualizações. Portanto, sem o disco, não entendo se é um problema tão grande.”

As declarações de Yoshida podem passar despercebidas pelo jogador comum, mas não pelos fãs fervorosos da PlayStation. Se recordarmos, 'Shu' ganhou popularidade durante o lançamento do PS4 com um vídeo onde demonstrava como compartilhar jogos. O clipe, de poucos segundos, viralizou e ajudou a solidificar a posição do console.

O ex-chefe da PlayStation Studios reconhece vantagens nos jogos em disco

Embora Yoshida prefira jogos em formato digital, ele também admitiu não ignorar o outro lado da discussão. O antigo chefe da SIE declarou que seria uma pena que colecionadores não pudessem mais adquirir cópias físicas dos jogos que lhes interessam. 'Shu' também mencionou que essa medida afetará o mercado de segunda mão, onde a ausência de discos dificultará a compra e venda de títulos usados.

Considerando tudo isso, Yoshida e outros executivos não acreditam que o fim do formato físico representará uma mudança transcendental na indústria. Yves Guillemot, CEO da Ubisoft, comentou que a migração para o formato digital traz vantagens e desvantagens, mas não alterará significativamente o funcionamento do setor. O mesmo vale para o chefe da Take-Two, que acrescentou que as vendas de jogos e conteúdos digitais contribuem para a maior parte de suas receitas.

A PlayStation, por sua vez, está ciente dos protestos e reconhece o descontentamento dos fãs, mas não tem intenção de recuar. Lin Tao, diretora financeira da Sony, mencionou que realizaram uma extensa análise sobre o avanço da digitalização, não apenas dentro do ecossistema PlayStation. Tao indicou que os jogadores têm um ano e meio para se adaptar, já que a medida entrará em vigor apenas em janeiro de 2028.

“Quando pensamos no futuro, dedicamos muito tempo e reflexão. Consideramos com cautela e chegamos a esta conclusão, e continuaremos a avançar com prudência”, acrescentou Tao.