Seu Windows 11 em Breve Receberá Novos Recursos de IA, Mas Apenas Se Você Cumprir Este Requisito

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A Microsoft está prestes a democratizar o acesso a funcionalidades de inteligência artificial diretamente em computadores com Windows 11, dispensando a necessidade de adquirir hardware novo e específico. O único pré-requisito para usufruir dessas novidades é possuir uma placa de vídeo NVIDIA compatível, que será responsável por executar as tarefas de processamento intensivo.

Conforme divulgado em uma publicação no GitHub, a companhia anunciou que as APIs de modelos de linguagem do Windows 11 serão estendidas para equipamentos que não sejam os Copilot+ PCs. Os usuários precisarão apenas de uma placa gráfica NVIDIA da série RTX 30 ou superior, com um mínimo de 6 GB de VRAM. Com essa configuração, seu PC será capaz de executar modelos de IA de menor porte localmente, sem depender da nuvem ou de uma Unidade de Processamento Neural (NPU) dedicada.

Anteriormente, essas capacidades estavam restritas aos Copilot+ PCs, dispositivos lançados pela Microsoft há alguns anos para impulsionar a adoção de IA. Inicialmente, a empresa estabeleceu um acordo de exclusividade com a Qualcomm, permitindo que apenas computadores com chips Snapdragon X Elite executassem modelos de linguagem no dispositivo. No entanto, essa situação mudou nos últimos meses, com a assinatura de acordos com AMD e NVIDIA para a utilização de seus hardwares no Windows 11.

De acordo com a documentação atualizada, os desenvolvedores já podem habilitar as Language Model APIs em GPUs em modo experimental. Essa funcionalidade requer que o modo de desenvolvedor esteja ativado no Windows e que uma compilação do canal Insider Experimental esteja em execução. Isso significa que os usuários finais ainda não terão acesso direto, mas a funcionalidade será gradualmente implementada para todos no futuro e, teoricamente, de forma simplificada.

Que funções de IA chegarão ao Windows 11 com placas NVIDIA

Atualmente, não há uma lista definitiva das funções de IA que serão ativadas no Windows 11, embora a documentação forneça algumas pistas. Desenvolvedores que utilizarem as APIs em seus aplicativos poderão oferecer uma experiência semelhante à do ChatGPT ou do Copilot. Os usuários terão acesso a ferramentas como resumos de texto, escrita assistida, conversões de texto para tabelas e geração de respostas a partir de prompts.

Para realizar essas tarefas, o Windows 11 utilizará o Phi Silica, um modelo de linguagem pequeno que já opera no navegador Edge. Caso uma aplicação chame essas APIs e o Phi Silica não esteja instalado, o Windows Update poderá baixá-lo automaticamente e executá-lo localmente através da GPU.

Embora a ideia de executar modelos de IA com uma GeForce RTX 4090 seja tentadora, a Microsoft poderá impor algumas limitações. Funcionalidades como Recall, o Cocreator do MS Paint, legendas em tempo real ou alguns efeitos do Windows Studio para videochamadas podem depender da NPU e de outros componentes do computador, como o chip Pluton para segurança.

Outro detalhe relevante é o novo acordo entre Microsoft e NVIDIA. Recentemente, as empresas apresentaram o processador RTX Spark, que será integrado em computadores de ponta no próximo ano. Este superchip de 3 nm tem um desempenho comparável a uma RTX 5070 e é baseado na arquitetura Blackwell.

É provável que a Microsoft mantenha o foco em “computadores para IA” com recursos exclusivos. Os demais usuários terão que se contentar com as funcionalidades mais básicas, mesmo que possuam uma GPU mais potente que o Snapdragon X Elite ou o RTX Spark.