A Carta de Lady Gaga a David Bowie Vem à Tona: “Fiquei Chocada”

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A emocionante mensagem de Lady Gaga gera burburinho no recém-inaugurado museu de David Bowie.

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A carta de Lady Gaga gerou burburinho no recém-inaugurado museu de David Bowie.

Poderíamos dizer que Lady Gaga, assim como Tatiana do famoso romance em versos, expressou seus sentimentos intensos a David Bowie em uma carta, com as palavras: “chocada e chorando”. Esta mensagem pessoal da diva pop, endereçada ao lendário músico David Bowie (que faleceu em 2016, aos 69 anos), tornou-se uma das primeiras “exposições inestimáveis” no museu do artista, inaugurado em Londres.

Este projeto não é apenas um museu no sentido tradicional, mas um Centro completo para o Estudo da Arte Performativa David Bowie — parte de um novo projeto de arte, e, como seus criadores observam, “não é apenas um arquivo para fãs”. Já foram coletados mais de 90 mil itens relacionados à vida e obra de Bowie: de figurinos de palco e potes de maquiagem a textos manuscritos e esboços. Há até mesmo espadas de samurai.

Entre todo esse tesouro, um item inesperado atraiu a atenção especial dos primeiros comentadores: a carta de Lady Gaga para David Bowie. Nela, ela confessa que “experimentou um choque real” ao receber de David um álbum ainda não lançado. A diva pop escreve que chorou ao ouvir as músicas e admite: “Parece que toda a minha carreira foi um pedido artístico para que você me notasse”. E, finalmente, aconteceu! No final da mensagem, há um desejo simples e tocante de se encontrarem pessoalmente.

A imprensa inglesa deduziu que, pelo contexto, a carta data de 2012–2013, quando Lady Gaga estava trabalhando no álbum “ArtPop”, e o já idoso Bowie decidiu inesperadamente “voltar” com o disco “The Next Day” (2013) — o primeiro em dez anos. Por que ele enviou esse álbum a ela, o que ele queria da então controversa estrela pop americana, permanece incerto.

Além desses comoventes exemplos do gênero epistolar da vida de estrelas pop, o Centro Bowie também exibe seus lendários figurinos, diversas maquiagens que Bowie elevou ao status de arte única, fotografias e anotações pessoais onde o genial músico esboçava planos para projetos que nunca se concretizaram, incluindo rascunhos de um musical que não estava destinado a ver a luz do dia.

Exposições separadas são dedicadas a figuras como Nile Rodgers, produtor do álbum icônico e de sucesso de Bowie “Let’s Dance” (1983), e a fãs contemporâneos do músico, como a banda The Last Dinner Party.

Críticos musicais e historiadores de arte observam que a exposição reafirma mais uma vez: David Bowie nunca foi apenas um músico, mas sim um universo inteiro, “em cuja órbita milhares caíam”, incluindo, como se revelou, Lady Gaga com suas inesperadas declarações de amor.