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Pesquisadores russos descobriram que a COVID-19 pode ser uma causa para o desenvolvimento de osteonecrose da cabeça femoral em indivíduos que se recuperaram da doença. Cientistas da Universidade Sechenov e seus colegas identificaram que o acúmulo massivo de mastócitos nos tecidos desempenha um papel crucial nesse processo patológico. Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Pathophysiology.
A osteonecrose é uma condição grave caracterizada pela interrupção do suprimento sanguíneo, levando à morte do tecido ósseo e frequentemente exigindo a substituição da articulação. Antes da pandemia de COVID-19, as principais causas incluíam traumas, abuso de álcool e uso prolongado de medicamentos hormonais. No entanto, após 2020, o número de casos aumentou significativamente, mesmo em pessoas que tiveram formas leves de coronavírus.
A análise de amostras de tecido de 88 pacientes revelou que, naqueles que se recuperaram da COVID-19, a concentração de mastócitos nas áreas de necrose era quase dez vezes maior em comparação com pacientes cuja osteonecrose se desenvolveu por outras razões. Pacientes pós-COVID também apresentaram uma incidência significativamente maior de tromboses e alterações fibróticas, que contribuem para uma destruição óssea mais rápida.
Os pesquisadores alertam que qualquer pessoa que tenha tido coronavírus está em risco de desenvolver osteonecrose, independentemente da idade ou da gravidade da infecção. No futuro, os cientistas pretendem investigar como os mastócitos estão ligados a outras complicações incluídas na síndrome pós-COVID.
