O estudo COSMOS, publicado na conceituada revista Age and Ageing por uma equipe de cientistas americanos, revelou um achado significativo: a ingestão de suplementos de extrato de cacau durante um período de dois anos pode reduzir drasticamente a inflamação crônica. Este processo inflamatório é conhecido por se intensificar com o avanço da idade, acelerando o envelhecimento do organismo.
Este robusto ensaio clínico contou com a participação de aproximadamente 600 idosos, entre homens e mulheres. Os voluntários foram divididos em dois grupos: um recebeu diariamente o extrato de cacau, notavelmente rico em flavanóis, enquanto o outro grupo recebeu um placebo. Após dois anos de acompanhamento, o grupo que consumiu cacau apresentou uma notável redução de 8% nos níveis de proteína C-reativa – um indicador bioquímico crucial e largamente reconhecido de inflamação. Adicionalmente, foi observada uma elevação na atividade do interferon-γ, que desempenha um papel fundamental na proteção do sistema imunológico.
Tais descobertas oferecem uma possível explicação para a redução de 27% na mortalidade por doenças cardiovasculares, já previamente observada no projeto COSMOS entre os participantes que consumiram o extrato de cacau. Embora nem todos os marcadores inflamatórios tenham evidenciado alterações estatisticamente significativas, a pesquisa, em sua totalidade, corrobora o potencial dos flavanóis presentes no cacau na prevenção de diversas doenças associadas ao envelhecimento.
Para se obter uma compreensão mais aprofundada dos complexos mecanismos de ação do cacau e para estabelecer as dosagens ideais para benefícios à saúde, são necessárias investigações futuras. Contudo, os dados atuais já posicionam o cacau como um recurso promissor e amplamente acessível para a manutenção da saúde e do bem-estar na terceira idade.
Em um contexto mais amplo de descobertas relacionadas à saúde, é válido mencionar que outras pesquisas indicaram que o consumo diário de sumo de tomate pode contribuir para a melhoria da função dos vasos sanguíneos em adultos que apresentam indicadores limítrofes.
