Cáucaso Inova: Criado Plástico Ecológico e Resistente ao Fogo

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Cientistas da Universidade Estadual de Kabardino-Balkaria (KBSU) desenvolveram um aditivo inovador para polietileno, que reduz significativamente sua inflamabilidade e toxicidade. Esta conquista, cujos resultados foram publicados na revista Inorganic Materials: Applied Research, representa uma solução ecológica e economicamente viável para setores da indústria que utilizam amplamente o polietileno na fabricação de tubos e materiais de embalagem.

Apesar de sua vasta utilização industrial, o polietileno apresenta como principal desvantagem sua alta combustibilidade. Historicamente, a redução dessa característica tem dependido de substâncias que contêm elementos tóxicos, como óxido de antimônio, bem como compostos halogenados e fosforados. Essa prática, segundo os cientistas da KBSU, destaca a urgência na busca por alternativas mais seguras e sustentáveis.

Os pesquisadores da KBSU propuseram uma abordagem inovadora, utilizando componentes à base de compostos de magnésio. Testes rigorosos confirmaram que a incorporação dessas substâncias não só aumenta a resistência ao fogo do material, mas também retarda de maneira eficaz a propagação das chamas.

“Durante a combustão de compósitos com o novo aditivo, não há formação de gotas de material derretido e a quantidade de fumaça emitida é significativamente reduzida. Isso torna o material mais seguro em caso de incêndio e minimiza seu impacto ambiental negativo.”

— Professor Timur Borukaev, líder e autor do projeto, KBSU

Um ponto crucial desta pesquisa é a fácil acessibilidade dos ingredientes básicos, especialmente os carbonatos, que já são produzidos em larga escala pela indústria, garantindo a viabilidade de produção em massa do aditivo.

Outra vantagem considerável do novo aditivo é sua compatibilidade com o maquinário industrial já existente. O processo de síntese dispensa a necessidade de solventes orgânicos caros e pode ser realizado em meio aquoso, o que contribui para uma menor pegada ecológica e uma redução nos custos de produção, tornando-o atraente para a implementação industrial.

“A introdução do aditivo no plástico é feita utilizando equipamentos industriais padrão para a produção e processamento de compósitos poliméricos, o que simplifica sua integração na cadeia de produção”, acrescentou Borukaev.

Os especialistas da universidade também destacaram que, para além de suas propriedades retardantes de chama, o novo aditivo exerce uma influência positiva nas características mecânicas do polietileno. Experimentos demonstraram que, mesmo com a adição de até 10% do novo componente, a resistência e a flexibilidade do material não apenas se mantêm, mas podem até ser aprimoradas. Essa melhoria confere ao novo material uma maior competitividade no mercado, superando análogos convencionais.

A pesquisa foi desenvolvida em colaboração com o Professor Ali Salamov, do Departamento de Química da Universidade Estadual da Inguchétia.

A KBSU informou que o novo componente retardante de chama já despertou considerável interesse por parte de empresas especializadas na fabricação de anti-incêndios e materiais poliméricos resistentes ao fogo, sinalizando um futuro promissor para esta inovação.