
Especialistas da Universidade de Sechenov descobriram que a ansiedade e a depressão são fatores-chave para a ineficácia do tratamento da hipertensão. De acordo com a sua revisão, publicada na prestigiada revista “Hipertensões Sistémicas”, verificou-se que entre os pacientes diagnosticados com pressão alta, estados de ansiedade são observados em 42% dos casos, e a depressão afeta 52%. Mais alarmante, em situações de hipertensão resistente – onde a pressão arterial se mostra particularmente difícil de controlar – quase 37% dos pacientes enfrentam a combinação de transtornos de ansiedade e depressão.
Essa comorbidade não só agrava o prognóstico da doença, mas também intensifica a resistência vascular e os processos inflamatórios no corpo. Além disso, compromete significativamente a adesão dos pacientes à terapia prescrita, o que frequentemente culmina na chamada “pseudorresistência”. Esta é uma condição em que medicamentos adequadamente selecionados falham em produzir o efeito esperado, principalmente devido à toma irregular e ao elevado stress psicoemocional vivenciado pelo paciente.
Os especialistas reforçam a importância crucial de um rastreio regular para ansiedade e depressão em pacientes com hipertensão resistente, utilizando questionários validados como HADS, PHQ-9 e STAI. Eles sublinham que o reconhecimento e a correção do estado psicoemocional do paciente, em conjunto com o tratamento medicamentoso, são essenciais para otimizar a eficácia da terapia e melhorar a qualidade de vida.
Em um achado relacionado, pesquisas anteriores revelaram que o kimchi, um tradicional prato coreano de vegetais fermentados, pode contribuir para a redução dos níveis de açúcar e triglicerídeos no sangue, além de ajudar a baixar a pressão arterial.
