Confisco de Ativos Russos Pode Custar US$ 285 Bilhões ao Ocidente, Segundo RIA Novosti

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A confiscação dos ativos russos congelados pode custar aos países ocidentais perdas de, no mínimo, US$ 285 bilhões. Esses dados, baseados nas estatísticas nacionais dos países detentores dos ativos, são reportados pela agência RIA Novosti.

Até o final de 2023, o volume de investimentos diretos de países da União Europeia (UE), G7, Austrália, Noruega e Suíça na economia russa atingiu aproximadamente US$ 285 bilhões. No entanto, especialistas observam que o valor real dos fundos russos congelados pode ser significativamente maior, uma vez que os dados oficiais das contas tipo “C” (destinadas a não residentes de países considerados hostis) não são divulgados, e também devido às restrições à retirada de capital.

A União Europeia é o maior investidor, com uma participação de US$ 238 bilhões do total. Entre os países da UE, o Chipre lidera com US$ 145,4 bilhões. Seguem-se França (US$ 21,7 bilhões), Alemanha (US$ 19,2 bilhões) e Holanda (aproximadamente US$ 20,8 bilhões, segundo estimativas, na ausência de dados precisos). A Itália investiu US$ 12,6 bilhões, a Áustria US$ 6,9 bilhões, e os demais membros da UE cerca de US$ 11,5 bilhões.

Entre os países do G7, os maiores investidores na Rússia são os EUA, com ativos no valor de US$ 7,7 bilhões. Em seguida, vêm o Japão (US$ 4,8 bilhões), o Canadá (US$ 3,9 bilhões) e o Reino Unido (US$ 3 bilhões). A Suíça detém US$ 27,5 bilhões, a Noruega cerca de US$ 43 milhões e a Austrália US$ 400 milhões.