Uma coletiva de imprensa com Elena Gagarina, diretora-geral dos Museus do Kremlin de Moscou, foi realizada em Moscou.

Foto: kreml.ru
A conferência, provavelmente, estabeleceu um recorde pelo número de perguntas baseadas em “teorias da conspiração”.
O jornalista e historiador Valery Lebedev questionou sobre a suposta reavaliação da idade de Moscou, após a descoberta de um tesouro dois séculos mais antigo do que a primeira menção da capital.
— Creio que os arqueólogos que estão estudando o tesouro devem se pronunciar sobre isso. Se for o caso, ficaremos felizes em descobrir algo novo sobre o território de Moscou — comentou Gagarina com cautela.
Em seguida, ela precisou refutar o mito da suposta biblioteca perdida de Ivan, o Terrível, que, segundo rumores, “Stalin permitiu procurar cem anos atrás”:
— Não procuram apenas a biblioteca de Ivan, o Terrível, mas também o “tesouro de Napoleão”. Claro, isso é uma lenda. Os livros que sobreviveram da época de Ivan, o Terrível, estão no Arsenal, e todos estão expostos. Aqueles que se interessam pela correspondência de Ivan e pelos documentos de sua época, por favor, consultem-nos; tudo foi publicado pela Academia de Ciências e é totalmente acessível a todos.
Mas Lebedev não se acalmou, lançando uma pergunta desconcertante sobre os “mistérios” do Museu Politécnico, cujo edifício, segundo os adeptos da “história alternativa”, foi construído sobre “fundações de antigas estruturas”:
— Agora escavaram um andar subterrâneo e janelas que não se sabe para onde olham… Há andares subterrâneos no território do Kremlin onde surgiria a questão de onde vêm as janelas debaixo da terra?
— Não entendi a pergunta completamente — respondeu Elena Yurievna inicialmente, mas depois explicou que as meias-janelas de porões são típicas da arquitetura dos séculos XVIII–XIX (e seu propósito é bem conhecido por todos, exceto pelos “conspiracionistas”), mas o Kremlin foi construído em épocas anteriores…
No geral, a coletiva de imprensa quase se transformou em uma discussão sobre uma suposta “guerra nuclear do século XVIII”, que teria causado o “afundamento de casas”. Graças a Elena Gagarina, a ciência oficial foi dignamente representada.
