Fim das IPTVs para futebol grátis? Líder da maior rede IPTV ilegal da Europa vai para a cadeia

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A queda de Amir Z., conhecido como “Dash” e considerado o líder da mais importante rede de conteúdo ilegal da Europa, pode sinalizar um ponto de virada para as IPTVs piratas. Ele foi o responsável pela manutenção da RapidIPTV, serviço que permaneceu ativo por mais de seis anos.

Embora a RapidIPTV não esteja mais operacional, ela foi por muito tempo uma das principais fontes de conteúdo pirata na Europa. O serviço oferecia acesso a mais de 40.000 canais pagos de todo o mundo, incluindo transmissões de futebol de grande relevância e conteúdo sob demanda de plataformas como Sony, Warner e Amazon.

Estimativas indicam que a RapidIPTV contava com mais de 2 milhões de usuários ativos. Estes pagavam por listas M3U ilegais, que eram reproduzidas em dispositivos como Smart TVs, Amazon Fire TV e outros aparelhos modificados. O serviço permitia o acesso a um vasto catálogo por um custo muito baixo, incluindo a transmissão ao vivo de jogos de futebol importantes em diversos idiomas.

A complexidade da operação, que envolvia listas M3U e servidores privados distribuídos em mais de 13 países, dificultou a ação das autoridades. Dash não transmitia o conteúdo diretamente em um site, mas sim fornecia links para serviços de IPTV legais, numa estrutura bem organizada.

Segundo a Polícia Nacional, essa rede pode ter gerado mais de 15 milhões de euros em apenas seis anos. No entanto, a jornada de Dash teve um fim abrupto.

IPTVs ilegais podem recuar após esta sentença

Assim como ocorreu no passado com sites de filmes gratuitos, uma decisão judicial contundente, multas elevadas e a prisão podem ser motivos suficientes para desestabilizar o negócio. Com as IPTVs agora sob o escrutínio das autoridades, muitos operadores podem ver o caso da RapidIPTV como um alerta para encerrar suas atividades.

Recentemente, foi revelado que Dash foi condenado a pouco mais de dois anos de prisão e a uma multa de 8 milhões de euros. Esses valores, embora expressivos, representam uma redução significativa em relação à pena solicitada pela promotoria: 70 milhões de euros e 22 anos de prisão. Adicionalmente, as multas incluem indenizações que podem chegar a 12 milhões de euros para as empresas lesadas.

Seja qual for o impacto a longo prazo, é inegável que as autoridades estão ativamente combatendo as redes de IPTV ilegais e que já conseguiram desmantelar uma das mais significativas do mundo.