No FEI, Discutiu-se o Necessário para Expandir Fornecimentos na Ásia
No Fórum Econômico Oriental (FEI), ficou evidente que a meta governamental de aumentar as exportações não-primárias e não-energéticas em dois terços até 2030 é inatingível no ritmo atual. Os exportadores russos precisam expandir significativamente sua presença tanto nos mercados asiáticos já estabelecidos quanto nos novos. Para isso, planeja-se fortalecer o papel das representações comerciais russas no exterior, criar novas zonas de livre comércio e remover as barreiras tarifárias e alfandegárias existentes.
As sessões internacionais do FEI deste ano confirmaram que a ideia de um “giro para o Oriente” não é mais abstrata, mas uma realidade consolidada. O foco agora está em ações concretas para alcançar os próximos objetivos. A principal meta é elevar as exportações não-primárias e não-energéticas em 66% até 2030, em comparação com os dados de 2023 (que totalizaram US$ 146,3 bilhões). Este objetivo foi estabelecido por um decreto presidencial de Vladimir Putin no ano passado.
As discussões no fórum deixaram claro: os volumes atuais de remessas são insuficientes para atingir esta ambiciosa meta.
O Vice-Ministro da Indústria e Comércio, Roman Chekushov, destacou que, para impulsionar as exportações, é crucial não apenas explorar novos mercados, mas também selecionar cuidadosamente os produtos de exportação, adaptando-os às necessidades de cada país. Para superar a carência de informações sobre parceiros comerciais, as autoridades planejam ampliar as funções das representações comerciais russas no exterior. Elas deverão coletar dados práticos sobre a demanda, projetos planejados e oportunidades de participação para empresas russas.
Os diálogos empresariais no FEI também revelaram objetivos específicos para os exportadores. Por exemplo, para consolidar a posição nos mercados dos países da ASEAN, é necessária uma maior liberalização dos regimes comerciais. Espera-se que um acordo de livre comércio seja assinado entre a EAEU e a Indonésia até o final de 2025, e acordos semelhantes podem ser alcançados com outras nações da ASEAN.
Petr Zaselsky, Presidente do Conselho do Roseximbank, observou que o desenvolvimento da cooperação entre a Rússia e Tailândia exigirá a implementação de instrumentos de pagamento modernos, incluindo projetos-piloto com criptomoedas, para apoiar o crescimento das remessas.
Veronika Nikishina, Chefe do Centro de Exportação Russo, indicou que para expandir as exportações não-primárias para a Índia, um dos principais parceiros da Rússia, é fundamental simplificar a regulamentação tarifária e alfandegária, desenvolver mecanismos para pagamentos transfronteiriços e resolver problemas logísticos. Ela enfatizou a necessidade de envolver sistematicamente a Índia na discussão da regulamentação dos corredores de transporte e logística. Produtos agroindustriais, fertilizantes e metalurgia são categorias de bens com potencial de aumento nas exportações da Rússia para a Índia.
Embora a parte internacional do FEI tenha focado em questões específicas, a importância das parcerias bilaterais também foi um tema recorrente, especialmente durante o diálogo empresarial Rússia—China. Considerando a recente participação de Vladimir Putin na cúpula da SCO em Pequim, a subsequente abolição de vistos para russos na China e o anúncio de uma medida recíproca, os participantes da sessão consideraram este um momento decisivo na cooperação entre os dois países. As discussões econômicas concentraram-se principalmente na cooperação industrial entre Moscou e Pequim, um curso previamente definido pelas autoridades russas.
Paralelamente, problemas comerciais pontuais entre os dois países estão sendo resolvidos. O Centro de Exportação Russo informou que, nos últimos anos, foram identificados casos de registro indevido de marcas russas por terceiros na China. Contudo, graças à atenção vigilante dos órgãos reguladores chineses, que realizam auditorias regulares em canais online e e-commerce, tem sido possível coibir a venda de produtos falsificados, a disseminação de publicidade enganosa e outras formas de concorrência desleal.
